sábado, 20 de fevereiro de 2010

Wish you were here

So, so you think you can tell Heaven from Hell,
blue skies from pain.
Can you tell a green field from a cold steel rail?
A smile from a veil?
Do you think you can tell?
And did they get you to trade your heroes for ghosts?
Hot ashes for trees?
Hot air for a cool breeze?
Cold comfort for change?
And did you exchange a walk on part in the war for a lead role in a cage?
How I wish, how I wish you were here.
We're just two lost souls swimming in a fish bowl, year after year,
Running over the same old ground.
What have we found? The same old fears.
Wish you were here.


Em memória ao meu pai, Alfredo Fazenda, que hei-de sempre amar.

Que já lá vão 8 anos. Tenho saudades.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Apenas mais um dia.

O silêncio abraça-me todos os dias a qualquer minuto.
Sinto que sou o único neste estado, apesar de o saber que não. E é extremamente difícil viver assim. Acreditem em mim.
Pela 1ª vez, em meses, sinto-me mal como me sentia antes. É, de facto, histórico.
A única coisa que me vai na cabeça não devia ocorrer. E eu? Porque não penso eu em mim? Sobre o que hei-de fazer daqui adiante?
A minha vida nem parece vida. Queria apenas não pensar tanto. Talvez esteja na minha instável natureza psicológica.
Porque penso demasiado quando estou sozinho.
Porque penso demasiado quando estou acompanhado.
Porque penso demasiado quando vivo e não vivo bem.
E também não há um único minuto em que não pense que tenho uma depressão. E porque raio penso eu que ainda existe uma réstia de esperança que tudo irá voltar ao mesmo?Mesmo para um pobre desgraçado moribundo como eu, é algo que existe em todos nós, infelizmente.
Procuro constantemente. Por algo que não conheço, mas que quero conhecer, ainda por cima..
Tento olhar de cabeça erguida, mas a cada dia que passa mais custa esconder-me atrás desta máscara moldada na forma do que vejo diariamente. E cada vez é mais difícil.
As pessoas falam muito. Que é fácil e que devemos ter "coragem". Mas, não é assim tão simples.
E a essas pessoas eu digo "Fuck you!", porque, ao que parece, não percebem português!
Sou um noctívago e só digo merda quando não durmo, mas fico radiante quando o consigo dizer.
De que vale gritar silenciosamente no escuro que reside em nós se ninguém vem socorrer?
Ninguém responde.
Estou partido em cacos e não consigo ver com claridade o que está á minha frente.
Este vírus está completamente perdido.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Ataraktos

.Ausência total de preocupações
.Paz e imperturbabilidade de espírito
.Ausência de ansiedade
.Tranquilidade e impassibilidade da alma
.Felicidade derivada da virtude
.A experiência do óptimo, á qual leva ao prazer natural, ético e estável


Segundo tais correntes, a ataraxia é possível de ser alcançada:

.Atendendo-se aos desejos naturais
.Ignorando-se os desejos superficiais
.Eliminando-se as paixões


A ataraxia epicurista é, basicamente, o triunfo da razão do homem - geralmente a duras penas - sobre a irracionalidade do ambiente que o circunda. É um estado de espírito onde o homem deixa de temer o divino, a dor e principalmente, a morte.

domingo, 31 de janeiro de 2010

07-10-09 11.47am

Adoro alturas de tempo frio. Os intermédios Outuno/Primavera e o maravilhoso Inverno.
Adoro, simplesmente, sair para fora de casa e vislumbrar todo o espectacular cinzento que pinta as ruas e o céu. Que pinta o mundo.
Embora a temperatura não seja de agrado de ninguém (então eu que sou mesmo friorento!) admito, ainda assim, que esta altura é a minha preferida.
Por diversos e incógnitos motivos, do qual se explica com o fenómeno: sentimento/emoção. Sinto-me bem ao ver todo o quadro cinzento.
Habitual? Não me parece.
Mas parando de divagar, preparar-me com todos os objectos que irei necessitar durante o dia (como se fosse de viagem!), vestir algo quente.
Um camisolão de algodão. Um casaco quente, e aparentemente, fino.
Um par de meias extra.
Umas luvas.
Um gorro.
Um cachecol.
Um chá quente preto ou de camomila numa garrafa de água.
Um livro interessante inacabado.
E um maço de cigarros e um isqueiro no bolso, rumando á paragem de autocarro ouvindo uma música calma com os gigantes phones do mp3.
Obviamente que preferia "rumando ao carro", mas para além de não ter a mesma piada, eu sou humilde e não tenho carro. (sou pobre!)
Pousar a mala no banco do lado enquanto o autocarro arranca.
A leve sensação de tontura que o primeiro cigarro dá ajusta-se perfeitamente ao tempo no autocarro, ao livro e ao chá quente.
É o início de mais um dia de rotina.

Maus hábitos

Sozinho?
Muitas dores.
Acompanhado?
Muitas dores.
Porque nos criou então Deus?
Se nunca estamos bem com os seus?

O meu tudo que é nada.
E ele anda e anda..
Deu-me um corpo e uma mente.
E usuo-os negativamente.
"Paz", peço eu.
E um cinzeiro e um copo também.
Dizem todos: "Perdeu-se.", quem?
Todos e a si também.

Olha para tudo, melancolicamente.
pede perdão e que o retirem disto.
Deste lugar de milhões de cabeças pecadoras, surpreendentemente
Tem piada ou também a perdeu com isto?
"Mentiras. Deixem-nas em casa. Ou na cabeça.
Não me as emitam que não as quero ouvir."
Prefere o silêncio a latejar nessa treta de peça.
Já está habituado á doce envolvimento que o acaba por trair.

Não diz nada.
Nada negativo, nada postivo, irritante, alegre, marcante. NADA!
Tal como ele é. Vazio. Um nada.
Combinação perfeitamente bem associada.

Se calhar por isso é que se afasta de todos.
Não quer perder ninguém.
Mas isso irrita-o. Tais adormecidos,
serão considerados uns "preconceituosos de merda", no entanto desdém.

Não percebem nada de nada.
Não o percebem.
Anseia, parado, por nada.
Algo que lhe indique, que, de braços abertos, o recebem.

Tudo vale a pena

Perder-me-ei assim tão facilmente?
Cada segundo, um passo ainda mais fundo.
Mais um centímento para o negro. O mais escuro imaginável.
Como se fechasse os olhos. Cegueira total.
Um cego é uma pessoa magoada apenas?
Não vê nada, mas ouve e sente. Talvez. Não? Sim.
É uma fusão dos três macacos.
Não tem cura.
Dissolução de tamanho problema? Não pode aprender..
Um toque, uma imagem, um barulho que o faça despertar.
Que iguale preto e branco, e mergulhe no cinzento.
Perder um bocado de nós?
Silêncio.
E porque não.. tudo?
Mais valia ser um insecto. Insignificante.
Honra? Dignidade? Amor próprio?
Caiu tudo para dentro do escuro poço.
Quando vimos ao de cima, aparecemos a chorar.
Como se tivéssemos vindo ao mundo pela primeira vez. Limpos. E é-o assim realmente..
Não vou a lado nenhum.
Não quero.
Apenas quero sair quando estiver escuro e passear morbidamente pelas ruas.
Um verdadeiro inferno ver tanta felicidade estampada.
De certa forma é bom.. É de maneira que tenho como copiar.
O mar.. um medo?
Partida?
É tempo de dizer adeus a tal.
O mar é população. Os seres humanos. Nós.
Os viciados, os pecadores, a tristeza e alegria. Á modesta diferença.
Nunca mais...
Nunca mais...
Nunca mais.

28-05-09 02:57am

Ora, olá outra vez folha em branco. O meu pensamento do dia?
Exactamente como á uns dias atrás, sinto-me um verdadeiro filho da puta. Neste caso, um filho da puta livre.
Sinto-me como se nunca tivesse tido um passado, (oh... também a pedra já é tão grande que nem me lembro o que fiz á 5 minutos).
E provavelmente vou-me esquecer que iniciei assim o que escrevi.
Sinto o sabor da liberdade a entrar dentro do meu corpo, compulsivamente, e sair do mesmo em matéria de felicidade.
Está tudo tão perfeito. Só faltavam férias para ir ao freedom, passar a filosofia e arranjar uma "amiga colorida" nova. :D
Este silêncio é óptimo. É tão ensurdecedor, que por vezes, é um barulho insuportável!
E agora quando fecho os olhos, não é o habitual panorama negro á qual estou acostumado.
Agora é um misto de cores a bailar no meio do preto. É incrível. Como um daqueles frenéticos wallpapers dos computadores.
Mas que grande estala... Até a música está ainda melhor do que normalmente está. :D
Oh, o meu lema também é: "Que importa? Vou morrer na mesma!" E tudo isso é baseado em honestidade.
Neste preciso momento não faço falta a ninguém. Ninguém ficaria triste com a minha partida.
Já que morro cedo, pelos menos morro á melhor e á mais proveitosa maneira possível. Sem fígado e sem pulmões.
Talvez quando estiver totalmente bêbado e pedrado, leia o bilhete que anteriormente deixei:
"Bebe a merda do veneno ou então toma dezenas de comprimidos e acaba com a miséria da tua vida!" Ah, whatever...
Tal como referi, a estala já é tão grande e esqueço-me constantemente do que vou escrever.
Porque os meus sentimentos / pensamentos desaparecem com uma rajada de vento.
Mais ou menos, como aquelas bolas de feno que circulam em sítios vazios. " Mais que ás mães, mas não importantes", digo eu.
Talvez importantes para mim, mas não para ti. Tu que estás a ler.
C'est vrai? Já não sei que mais dizer, a não ser uma coisa.
Aparece desaparecida! *

Ricardo Fazenda
28-05-09
02:57am