"Só temos consciência do belo, Quando conhecemos o feio. Só temos consciência do bom, Quando conhecemos o mau. Porquanto o Ser e o Existir, Se engendram mutuamente. O fácil e o difícil se completam. O grande e o pequeno são complementares. O alto e o baixo formam um todo. O som e o silencio formam a harmonia. O passado e o futuro geram o tempo. Eis porque o sábio age. Pelo não-agir. E ensina sem falar. Aceita tudo o que lhe acontece. Produz tudo e não fica com nada. O sábio tudo realiza - e não se apega a sua obra. Não se prende aos frutos de sua atividade. Termina a sua obra, E esta sempre no princípio. E por isto a sua obra prospera."
Todos nós somos bons, não é? Mas nem todos podem ser excepcionais. Só aqueles que acreditam que podem ser e que lutam por isso. Todos nós passamos maus bocados. E avaliar uma pessoa forte espiritualmente é ver com que rapidez se levanta e não pela quantidade de problemas do qual é alvo. Resumindo, vou tentar parar com o "faz de conta", com o "andar com merdas". Porque, realmente, é isso que sinto que estou a fazer e que sou. Uma fraude. Um fraudulento humano que deambula sem rumo, em busca de rendição. Já perdi a conta das vezes em que olho para o tecto e penso que errei. Errei a socializar com as pessoas, errei comigo mesmo. Foi muito tempo perdido... Demasiado até. Estive á espera de algo que nunca irá acontecer. Nem num futuro longínquo irá acontecer. Acabou. Portanto, a partir de agora irei apenas procurar o que é verdadeiro. Aquilo que sinto, vejo e toco. Aquilo que o meu corpo e a minha mente possam saborear. O prazer, o tempo ilimitado. Não é ataraxia. É um caminho. É simplesmente, procurar o que é verdadeiro. Real. Sinto o que posso ver que é real e sinto-o. Se gostar, aceito-o de braços de abertos. Vou consumir o que achar correcto para mim. Para uma renovação espiritual correcta. Uma filosofia adequada para um rapaz de 20 anos e meio, rebelde por natureza, conscientemente surdo e em inconformidade para com a sua vida. Como se não me amasse. O que não é correcto. Sou , então, o que muitos dizem hipersensível. Aprecio tudo, desde um céu fora do comum, uma passeio de pedra de calçada, entre outros. Observar pores e nasceres de sol. Um aventureiro matinal, tardio e nocturno. Inanimados e caminhos longos. Demasiado espiritual talvez. Um "azul". Uma alma artista demasiado grande, complicado e dramática para poder controlada por qualquer pessoa. Um excepcional. Um fora do comum. Não pensem que é bom, porque, como tudo na vida existe o seu lado inverso da moeda. E Deus sabe a que me refiro. Não é, nem nunca irá ser fácil contornar todos este pontos. Pelo menos, não tão facilmente.